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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A Era Vargas




Quem foi Getúlio Vargas

- Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 - 24/8/1954) foi o Presidente do Brasil durante dois
mandatos.: 1930 a 1945 e de 1951 a 1954.
- Vargas assumiu o poder em 1930, após liderar a Revolução de 1930
- Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo, fechou o Congresso Nacional no ano de 1937 governando de forma controladora e centralizadora. 
- Governo marcado pelo nacionalismo e populismo. 
- Criou o Departamento de Imprensa e Propaganda para censurar e controlar manifestações contra  e opostas ao seu governo.
- Perseguiu opositores políticos, principalmente, partidários e simpatizantes do socialismo. 



Realizações importantes no Primeiro Mandato: 

- Criou a Justiça do Trabalho em 1939;
- Criou e implantou vários direitos trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, Consolidação das Leis do Trabalho, semana de trabalho de 48 horas, Carteira profissional e férias remuneradas. 
- Vargas fez fortes investimentos nas áreas de infraestrutura: criação da Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce e Hidrelétrica do Vale do São Francisco .
- Em 1938, criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
- Com o fim da Segunda Guerra, após um golpe militar, Vargas deixou o governo em 1945. 



O Segundo Mandato

- Vargas foi eleito presidente da República em 1950, através das vias democráticas, ou seja, pelo voto popular. 
- Neste segundo mandato continuou com uma política nacionalista. 
- Criou a campanha do "Petróleo é Nosso", para impedir que empresas estrangeiras pudessem explorar o petróleo em terras brasileiras. Esta campanha resultou, posteriormente, na criação da Petrobrás. 



A crise do governo Vargas e o suicídio

- Em 1954, o clima político no Brasil era tenso e conflituoso. Havia fortes críticas por parte da imprensa ao governo de Vargas. Os militares também estavam descontentes com medidas consideradas “de esquerda” tomadas por Vargas. A população também estava muito descontente, pois a situação econômica do país era ruim. 
-Existia, portanto, grande pressão para que ele renunciasse. Porém, em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. 


A Revolução de 1930




O Estado Novo





O Segundo Governo de Vargas




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Natal durante a Segunda Guerra Mundial


A cidade do Natal foi fundamental para a vitória dos aliados no contexto Segunda Guerra Mundial, uma vez que estava fincada em uma região estratégica, o extremo do Continente Sul-Americano que mais se aproximava fisicamente do Continente Africano, onde, no início dos anos 40, as tropas do Eixo avançavam suas conquistas. Devido a isso, foi instalada uma base militar dos Estados Unidos em Natal, em 1942, pois os Estados Unidos precisavam de um local de onde pudessem decolar com segurança. Um ponto de apoio que permitisse abastecer e seguir direto para a África.




Foi por suprir esta necessidade que Parnamirim Field era, na década de 1940, a maior base aérea estadunidense em território estrangeiro. Os aviões vinham dos EUA, abasteciam em Natal e ficavam prontos para fazer a travessia do Atlântico rumo ao continente africano. Ao fim da guerra, o fato rendeu à capital potiguar o apelido de “Trampolim da Vitória”.



A Base Americana aqui instalada, trouxe mudanças significativas para a população da pequena Capital Nordestina. Natal nunca mais seria a mesma, e teria de conviver com as modificações   econômicas e culturais que a presença dos aliados impôs à cidade. Um aeroporto com uma média de 200 voos diários, avenidas asfaltadas e a Base Naval do Alecrim foram marcas importantes do período. Mas, outras coisas menos relevantes, contudo muito apreciadas, também surgiram com a presença dos soldados americanos. Natal foi a primeira cidade brasileira a ter coca-cola, ketchup, óculos de aviador e calças jeans. Os natalenses também adicionaram ao idioma nativo expressões da língua inglesa, como o 'ok' e o 'bye-bye'.




Nesta época, cerca de 10 mil americanos se instalaram em Natal, cuja população era de aproximadamente 55 mil habitantes, segundo o estudo do professor Coquinho. "Este número não é exato. Mas, de fato, o grande volume de americanos aumentou a população local em cerca de 20%. É um percentual muito expressivo", disse Coquinho. O grupo de estrangeiros costumava gastar muito dinheiro em Natal. Isso incrementou o comércio natalense. O lado negativo do avanço, com excesso de dinheiro circulando e o inchaço populacional, foi um alto índice inflacionário pois a cidade, com 40 mil habitantes, não estava preparada para receber tanta gente, sem condições de ampliar a produção de comida, aumento dos alugueis e das casas de prostituição (uma das mais conhecidas na época foi o cabaré de Maria Boa). 





O clima de guerra também se espalhou por Natal. Os natalenses conviviam com a frequente ameaça de invasão, uma vez que a posição da cidade seria de suma importância para a Alemanha. Prevendo isso, os americanos alertaram o povo sobre o toque da sirene e os black-outs. Se ela sirene soasse, significaria que os nazistas haviam invadido a cidade.

Com o fim da guerra, em 1945, a crise financeira se instalou na cidade. Mas, restou a modernidade e a estrutura deixada pelos anos de investimentos americanos. Além das lembranças dos dias de prosperidade. Momentos eternizados na história de Natal e nos álbuns de fotografias dos americanos.



sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O processo de americanização do Brasil



Durante o período da “Política da Boa Vizinhança”, programa instaurado pelo governo americano para tornar próximas as suas relações com a América Latina, uma artista é escolhida como símbolo do continente: Carmen Miranda. Entre 1939 e 1945, participou de vários filmes de sucesso de Hollywood, assumindo o papel de “representante da cultura musical-popular brasileira nos Estados Unidos”.  Os meios de comunicação, particularmente o rádio e o cinema, são usados como parte de uma estratégia de dominação ideológica, a denominada Política de Boa Vizinhança desenvolvida durante o governo Roosevelt. A mídia foi usada como instrumento pedagógico para americanizar o Brasil, o que comprova a existência de um plano articulado para promover a americanização.


O uso do cinema, como plataforma, para fins de propaganda e doutrinamento, e também para objetivos pedagógicos, esteve presente, no início do século XX, em diversos países, independentemente da ideologia que pregavam. Hitler estabeleceu uma espécie de Ministério da Propaganda que objetivava promover o funcionamento da propaganda política nazista. Com o início da Segunda Guerra, surgem filmes que atacam diretamente os inimigos internos e externos do regime nazista. Tal processo também ocorre entre os aliados, sendo mais evidente nos Estados Unidos. Durante a 2ª Guerra Mundial, a exaltação ideológica no cinema atinge uma proporção absurda, constituindo um verdadeiro “cinema de guerra”. Hollywood por intermédio de Walt Disney colocou sua tropa (Pato Donald, Mickey e companhia) na campanha do esforço de guerra, neste contexto, vemos a criação de um personagem que simbolizava a figura do brasileiro "o Zé Carioca". Este personagem Irreverente e malandro, foi parte fundamental na estratégia de aproximação entre os países, baseada fundamentalmente na parte cultural e contribuiu para consolidar a hegemonia dos EUA na América Latina.







Durante a Segunda Guerra Mundial o governo brasileiro tinha Getúlio Vargas à presidência, vargas fazia uma política externa que alguns especialistas chamaram de política de barganha, onde obtinha relações comerciais tanto com o Eixo, quanto com os Estados Unidos. Apesar disso, o presidente brasileiro parecia ter ideias favoráveis ao fascismo. A intensão do governo americano com a realização destas animações seria, para além da política cultural, uma amenização da possível simpatia pelo nazi-fascismo na América Latina. Para isso, era necessário os mecanismos ideológicos e econômicos com o propósito de ter a adesão do Brasil para os interesses dos americanos.  



Neste contexto, o Brasil assumia grande importância estratégica para a defesa do Continente. Por sua proximidade com a África, o Nordeste brasileiro se constituía um alvo provável de uma eventual invasão da América do Sul, e ao mesmo tempo, representava um local ideal para a partida de aeronaves que se dirigissem para a África e União Soviética. A cidade de Natal apresentava grande interesse militar, podendo servir de base de apoio à travessia de aviões do Atlântico Sul, e no caso de uma eventual tentativa de invasão do continente, num ponto estratégico para um possível ataque ao Canal de Panamá. Portanto, era de extrema importância a adesão do Brasil para os Aliados, em especial, para os EUA que desejavam ocupar militarmente este ponto estratégico que chegou a ser chamado de trampolim da vitória. O alinhamento com os EUA se deu a partir da concessão de vultosos financiamentos, que viriam a ser utilizados em favor da ampliação do parque industrial nacional (como na construção da Companhia Siderúrgica Nacional). O crescimento do intercâmbio cultural entre os países mostrou-se igualmente como outra importante estratégia de aproximação entre os dois países, tal arranjo diplomático foi promovido por Getúlio Vargas e o presidente norte americano Roosevelt para desta forma definir a entrada do Brasil na Segunda Guerra e possibilitar a implantação da  Base Naval e Parnamirim Field - a época era a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.