Em 1808, ocorreu a
chamada “inversão brasileira”, isto é, o Brasil tornou-se a sede da monarquia
portuguesa, com a transferência da
família real e da corte para o Rio
de Janeiro, fugindo da invasão napoleônica na península ibérica. Ainda na
Bahia, o príncipe regente D. João assinou o tratado de abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações amigas,
beneficiando principalmente a Inglaterra. Terminava assim o monopólio português
sobre o comércio com o Brasil e tinha início o livre-cambismo, que perduraria
até 1846, quando foi estabelecido o protecionismo.
Além da introdução de diversos melhoramentos (Imprensa Régia,
Biblioteca Pública, Academia Militar, Jardim Botânico, faculdades de medicina
do Rio de Janeiro e da Bahia e outros), no governo do príncipe regente D. João
(que passaria a ter o título de D. João VI a partir de 1815, com o falecimento
da rainha D. Maria I) o Brasil foi
elevado à categoria de reino e teve anexadas a seu território a Guiana
Francesa e a Banda Oriental do Uruguai, que tomou o nome de província
Cisplatina.
A partir de 1821, com a
volta do rei e da corte para Portugal, o Brasil passou a ser governado pelo príncipe regente D.
Pedro. Atendendo principalmente aos interesses dos grandes proprietários
rurais, contrários à política das Cortes portuguesas, que desejavam recolonizar
o Brasil, bem como pretendendo
libertar-se da tutela da metrópole, que visava diminuir-lhe a autoridade, D.
Pedro proclamou a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, às
margens do riacho do Ipiranga, na província de São Paulo. É importante destacar
o papel de José Bonifácio de Andrada e Silva, à frente do chamado Ministério da
Independência, na articulação do movimento separatista.
Processo de Independência do Brasil
Antecedentes:
Fatores externos:
Influencia do movimento iluminista
Independência dos Estados Unidos da América (4 de julho de 1776)
Independência do Haiti (1º de janeiro de 1804)
Devido ao bloqueio continental, em 1808 a corte portuguesa foge para o Brasil.
Fatores Internos:
Revoltas internas como a Conjuração Mineira em 1789, a Conjuração Baiana (Revoltados Alfaiates) em 1798 e a Revolução Pernambucana de 1817.




